Encontro TEAcolhe - 15/02/2023
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Na ultima quarta-feira, 15, nas depend?ncias do Sal?o da Comunidade Católica de Candelária, aconteceu um importante encontro com professores da rede municipal e do Colégio Medianeira em parceria com a Associaç?o Pró-Autismo Mandala, com a equipe do TEAcolhe, Centro de Refer?ncia em Transtorno do Espectro do Autismo do Vale do Rio Pardo, composta pelo Dr. Cristiano Freire, neuropediatra, e Cibeli de Oliveira, terapeuta Ocupacional.
Este importante encontro, que reuniu mais de 200 pessoas, teve como finalidade a troca de informaç?es quanto ao Transtorno do Espectro do Autismo - TEA, um complexo distúrbio caracterizado, principalmente, por prejuízos na interaç?o social, na comunicaç?o e por padr?es restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento. Este distúrbio perdura por toda a vida e afeta a maneira como a pessoa se comunica e se relaciona com as outras pessoas.
Durante sua fala, o Dr. Cristiano abordou os principais sinais e sintomas das pessoas com TEA, nos mais diferentes níveis de acometimento deste distúrbio. Enfatizou também um olhar para o autismo em adolescentes e pessoas adultas, os quais enfrentam muitas dificuldades para uma vida autônoma e com real inclus?o social.
Em seguida a Terapeuta Ocupacional Cibeli de Oliveira falou sobre a integraç?o sensorial e como distúrbios associados ? mesma podem afetar o cotidiano das pessoas que a possuem, em pessoas com TEA disfunç?es desta ordem s?o bastante comuns, o que explica muitos sinais e sintomas apresentados por elas. As disfunç?es na integraç?o sensorial afetam o modo como as informaç?es externas, recebidas pelos nossos sentidos (audiç?o, tato, olfato, vis?o e paladar), entram em nosso corpo e a maneira como este interpreta tais reaç?es a fim de produzir uma resposta adequada ? situaç?o vivenciada no momento. Portanto, em raz?o destas disfunç?es sensoriais é bastante comum que indivíduos com TEA tenham restriç?es alimentares, avers?es ? barulhos, cheiros, ambientes com muita claridade, etc.
Conhecer e considerar todos estes aspectos é fundamental para se possa receber os estudantes neste início de ano letivo de 2023, considerando que o número de pessoas diagnosticadas com TEA cresce a cada ano e consequentemente a matrícula das mesmas nas escolas de nosso município.
Pessoas com TEA pensam e aprendem de modos diferentes, por isso, exigem abordagens e metodologias diferenciadas. Encontros e formaç?es pedagógicas como estas s?o muito importantes, porque trazem informaç?es sobre como devemos compreender, interagir e principalmente, respeitar cada uma destas pessoas, se apropriando e revendo as mais variadas abordagens e estratégias que podem ser utilizadas por toda comunidade escolar, familiares e sociedade em geral, na busca de uma educaç?o de qualidade para todos.
E quando falamos em educaç?o para as pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo, ou qualquer outra defici?ncia nas escolas, INCLUS?O deve a regra, mas isso n?o significa apenas o cumprimento de uma lei, mas sim busca de uma inclus?o que realmente respeite as diferenças e individualidades de cada sujeito.
Temos a certeza que este encontro trouxe conhecimentos e reflex?es muito importantes em nosso cotidiano, pois além de professores, contamos também com a presença de pais e familiares de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo.
Fotos Erni Bender
Fonte: Gislaine Aline Priebe